segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Telefônica foca em classe C e diz que parceria permitirá pleno atendimento da banda larga

quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 12h27

A primeira rodada de apresentações da Futurecom, que acontece esta semana em São Paulo, teve um tema em comum a todos os presidentes de empresas: a necessidade de parcerias para viabilizar uma ampliação efetiva da banda larga no Brasil. O primeiro pronunciamento ficou a cargo do presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, que logo de início deu o tom das palestras que se sucederiam. Valente rejeitou as comparações do Brasil com outros países, destacando as especificidades nacionais, especialmente de São Paulo, que é sua área de atuação como concessionária.

Classificando, ilustrativamente, o estado paulista com uma nação, Valente focou-se nas especificidades da quarta maior metrópole da América Latina e as dificuldades de atendimento de uma cidade com realidades econômicas bastante distintas dentro da mesma área geográfica. Valente expôs casos de ausência de cobertura de banda larga para explicar os "desafios" que a empresa enfrenta, e disse que até meados de 2010 todas as 622 cidades do estado atendidas pela Telefônica estarão cobertas por serviços de banda larga.

Em relação ao atendimento de comunidades de menor por aquisitivo, na visão do presidente da Telefônica, a saída é estabelecer parcerias entre governo e empresas, tal qual ocorreu no fim de 2007 com a troca de metas de universalização que possibilitou a criação do programa Banda Larga nas Escolas. "Programas como esse tem mostrado que há uma preocupação não só do governo, mas também das empresas, com a expansão da banda larga�, analisou. Com ou sem parceria, Valente disse que a Telefônica pretende cobrir 97% da população de São Paulo com serviços de banda larga até março de 2010. Para atender à população de baixa renda, a telefônica planeja usar redes Wi-Mesh e terá uma ofgerta pré-paga de banda larga.

WiMAX

Em sua apresentação, Valente também aproveitou para reiterar o interesse da companhia de investir na tecnologia WiMAX. Com a compra da TVA, o grupo possui licenças de operação em MMDS nas cidades de Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, além de São Paulo, mas a oferta de serviços convergentes, incluindo internet via WiMAX, tem sido limitada pela regulação. �Há uma discussão ainda sobre as radiofreqüências (2,5 GHz), homologação e certificação de equipamentos. No momento em que essa discussão for resolvida, nós estaremos prontos para oferecer o serviço�, declarou Valente referindo-se à banda larga via WiMAX.

No ramo da oferta de ADSL, a venda do Speedy tem apresentado forte crescimento desde que a Anatel derrubou a proibição de comercialização do serviço, no fim de agosto. Segundo Valente, entre os dias 28 de agosto (dada da retomada das vendas) e 13 de outubro, a Telefônica registrou 111 mil vendas do serviço de Internet banda larga, o que gera uma média de 2,3 mil pontos comercializados por mês. Para o executivo, os números são uma prova da crescente demanda por banda larga no Brasil. Segundo Valente, 80% dessas vendas são de clientes classe C.

Valente também explicou que por conta de todas as dificuldades de venda do Speedy decorrentes das restrições da Anatel, a operadora teve que suspender a venda em bundle, ou seja, pacotes de TV, banda larga e dados, mas que isso será retomado. "Por enquanto, ainda estamos focados na melhoria dos nossos índices de qualidade, que hoje já estão similares ao da nossa concorrência", disse Valente. Ele disse que a meta da operadora é ter um índice de reclamações equivalente a um quarto do índice da Net Serviços.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151638

Governador José Serra anunciará decreto de isenção do ICMS

quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 21h25

O governador José Serra confirmou sua participação na Futurecom nesta quinta, 15. O governador deverá falar sobre o decreto que regulamenta a isenção de ICMS para a prestação do serviço de banda larga em pacotes de até R$ 30.

A regulamentação da isenção do ICMS pelo Estado de São Paulo é vista pelo setor como um indutor de políticas semelhantes em outros estados. Até o momento, apenas o estado do Pará publicou o decreto que regulamenta o serviço, mas nenhuma empresa apresentou seu plano até agora. O problema é que existe dificuldade de definir os pacotes populares porque, em geral, exige-se que ele inclua o modem e o provedor de acesso, dois itens que não estão incluídos na isenção tributária.

Como é pouco provável que o decreto de São Paulo saia diferente do convênio assinado com o Confaz – o que geraria um mal estar político com o órgão – o decreto paulista deverá repetir as mesmas condições que hoje as empresas dizem que inviabilizam a oferta do serviço a R$ 30. Essas condições, basicamente, são a determinação de que esse preço inclua o modem e o provedor e que não exista um prazo de fidelidade maior que doze meses. "Com o modem gratuito e o prazo de fidelização menor que doze meses a conta não fecha", afirma Hugo Janeba, vice-presidente de marketing e inovação da Vivo. Para o executivo um prazo de fidelidade de 36 meses "seria muito mais fácil" para viabilizar o serviço. As teles também temem que o serviço popular possa canibalizar a base com pacotes usuais de banda larga. A expectativa é que pelo menos a Telefônica ofereça um serviço em linha com o que propõe o governo estadual. No Pará, a Oi e as demais provedoras de serviço banda larga ainda não mostraram interesse.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151707

Teles pedem segurança regulatória para investir

quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 21h46

A nova onda de discussão de políticas públicas para inclusão digital, iniciada com a tentativa do governo de criar um Plano Nacional de Banda Larga, não pode deixar de lado a importância da segurança regulatória para a manutenção dos investimentos privados no setor. Este foi o recado dado por representantes de operadoras de telecom e fabricantes em um dos debates realizados durante o primeiro dia da Futurecom. "O desafio da regulação é o equilíbrio entre o idealismo e a solvência", declarou Francisco Perrone, vice-presidente de Assuntos Internacional da Oi e ex-conselheiro da Anatel. Esse equilíbrio é muito "delicado", nas palavras do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), mas deve ser procurado para que o setor consiga continuar avançando.

No que depender da Anatel, as empresas podem ficar tranquilas. Segundo o conselheiro Antônio Bedran, a agência reguladora "tem uma busca incessante para estabilidade regulatória e pela segurança jurídica". E o Plano Geral de Regulamentação (PGR) é uma prova deste comportamento, uma vez que baliza todas as ações de grande impacto que a autarquia pretende tomar no curto, médio e longo prazo.

A agência, porém, está limitada com relação à garantia de segurança com relação ao plano de banda larga. "O papel da Anatel não é fazer política pública. O papel da Anatel é aguardar a formulação dessa política e ai regular o que for necessário", ponderou Bedran. Para Ércio Zilli, vice-presidente de Regulação e Interconexão da Vivo, seria interessante aproveitar esse momento de mudanças "profundas" no setor para reduzir a intervenção regulatória. "Quanto menos regulação, mais fácil será o investimento", avaliou Zilli.

Para Lustosa, o debate em torno da inclusão digital é bom seja qual for o desfecho regulatório. "Acho saudável o debate ter vindo à tona. É um bom sinal", declarou o parlamentar. O desafio da regulação para os empresários é garantir que exista uma meta clara para os projetos públicos a partir de agora. "É preciso ter um norte. A gente está atrasado na busca deste norte. O importante é definir: nós estamos fazendo um plano nacional de banda larga para quê? Qual a finalidade?", desafiou Perrone.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151710

Telefônica prepara banda larga pré-paga via rede Wi-Mesh

Marineide Marques
Meta da operadora é levar o Speedy para todos os municípios de sua área de cobertura até o final de 2010

Depois de um piloto na região do ABC, na Grande São Paulo, a Telefônica prepara o lançamento comercial do serviço de banda larga pré-paga, via rede Wi-Mesh. Segundo o presidente da companhia, Antonio Carlos Valente, os testes mostraram a viabilidade técnica da rede e econômica do modelo de negócios. “O lançamento comercial acontece no primeiro trimestre de 2010”, informou ele.

Segundo Valente, a rede Wi-Mesh é ideal para atender áreas com populações de menor renda por se tratar de uma tecnologia mais barata do que o ADSL ou a fibra. O detalhe importante, considerando que as classes A e B do Estado de São Paulo já estão bem servidas de banda larga. “Vamos agora para as classes C e D”, disse Valente, em apresentação de abertura do Futurecom na manhã desta quarta-feira, 14.

A meta da Telefônica é cobrir todos os municípios da sua área de cobertura no Estado de São Paulo até o final de 2010 com a oferta de banda larga. Serão 622 cidades, frente a 591 que dispõem do Speedy.

A qualidade no serviço de banda larga continua sendo o foco dos investimentos da empresa depois das panes que a obrigaram a suspender as vendas por dois meses. Retomada em 26 de agosto, a comercialização do Speedy vem sendo feita apenas de forma receptiva. “Ainda faltam alguns ajustes para retomarmos as vendas ativas e de pacotes”, informou Valente. Segundo ele, a Telefônica já recuperou os clientes que deixaram a base da operadora depois dos sucessivos problemas. Entre 26 de agosto e 13 de outubro foram registradas 111 mil novas adesões ao Speedy, com uma média de 2,3 mil pontos vendidos por mês. Do total, 80% pertencem à classe C. Valente assegura que a empresa vem reduzindo gradativamente o volume de reclamações juntos aos órgãos de defesa do consumidor e que a sua meta pessoal é operar com um quarto do volume de reclamações do concorrente, no caso a NET.


http://www.telecomonline.com.br/noticias/telefonica-prepara-banda-larga-pre-paga-via-rede-wi-mesh

Telefônica vai vender banda larga popular em SP

Por Fatima Fonseca
14 de outubro de 2009

A democratização do acesso à internet em banda larga foi defendida hoje pelo presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, em palestra na Futurecom. Uma das iniciativas da operadora para contribuir com a expansão do acesso para as classes C e D no Estado de São Paulo, sua área de concessão, será a oferta da Internet Popular, na modalidade pré-paga. O anúncio oficial será feito amanhã pela Telefônica e pelo governo do Estado de São Paulo. Para que o serviço tenha um preço menor, o governo abrirá mão da cobrança do ICMS (além de São Paulo, já aderiram ao convênio do Confaz que permite essa isenção, o Pará, o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal). Valente não deu detalhes do programa e não quis confirmar se o preço pelo serviço será de R$ 30, incluindo o modem. Essa mensalidade estava sendo questionada pelas operadoras, sob a alegação de que o preço não cobre o custo do equipamento.

Na apresentação, Valente citou estudos que mostram uma correlação entre o aumento da penetração da banda larga e o crescimento da economia dos países, e lembrou que a Anatel, quando apresentou o PGR (PLano Geral de Atualização da Regulamentação), informou que a expansão dos serviços de telecomunicações exige investimentos de R$ 250 bilhões para o período 2008-2018. “Se, no decorrer de 2008 e 2009 as operadoras investiram cerca de R$ 35 bilhões, temos R$ 215 bilhões remanescentes a partir de 2010 e devemos concentrar esse investimento em redes de banda larga”, defendeu.

Vendas Speedy: 50% classe C.


No período de 26 de agosto, quando foram retomadas as vendas do Speedy, até ontem, a Telefônica comercializou 111 mil pontos, superando a marca das vendas do serviço desde o seu lançamento. Segundo Valente, todas as vendas foram por demanda do usuário. “Neste momento de ajustes não estamos fazendo campanha para comercializar o Speedy”, comentou. O presidente da Telefônica informou ainda que 50% dos 111 mil pontos foram vendidos para usuários da classe C.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13410&Itemid=105

Telefônica testa Wi-Mesh para ampliar oferta de banda larga popular

Por Luana Aquino
14 de outubro de 2009

Com o aumento da dependência da conectividade de banda larga para as necessidades de conexões, o mercado de soluções sem-fio será impulsionado pelas soluções Wi-Mesh, acredita Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica, que defendeu hoje a expansão dos serviços de banda larga no Brasil para atender as classes sociais mais baixas. Segundo ele, a Telefônica está fazendo testes em São Paulo para avaliar a viabilidade técnica da solução Wi-Mesh. O modelo de negócio, no entanto, ainda não foi definido, mas a operadora pensa em lançar esse serviço também na modalidade pré-paga.

Os testes, segundo Valente, estão sendo realizados na região do ABC paulista. “Estamos trabalhando para disseminar os serviços (de banda larga) e viabilizar um modelo de negócio”, comentou o executivo, que fez palestra hoje na Futurecom. Os planos da Telefônica são de lançar o serviço, em Wi-Mesh no primeiro trimestre de 2010.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13414&Itemid=105

Lei do Bem para produtos de informática deverá ser prorrogada

Governo avalia, entretanto, se aumentará a contrapartida em investimentos em P&D

O governo deverá prorrogar os incentivos para o setor de informática previstos na Lei do Bem que venceriam no final do ano. A informação foi dada hoje pelo secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Cesar Gadelha. Segundo ele, há consenso de que ocorre um impacto positivo com esses benefícios e há necessidade de que a medida se prolongue. Ela prevê a isenção do PIS/Cofins para computadores.

Ele sugeriu, entretanto, que está sendo avaliado se o governo vai alterar o percentual de redução do compromisso da indústria, elevando a contrapartida de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para a indústria, essa decisão precisa ser rápida, com a tramitação em pouco tempo, para que não ocorra um vácuo ou insegurança jurídica em relação à validade do benefício.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Roberto Santanna, defendeu até que os benefícios fiscais sejam estendidos para equipamentos que dão sustentação à oferta de conexão à internet em banda larga para a população. Eles participaram do seminário "Competitividade da Indústria Brasileira de Tecnologia da Informação: a necessidade de uma nova Política Industrial para o segmento de hardware”, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/lei-do-bem-para-produtos-de-informatica-devera-ser-prorrogada

Lei do Bem aumentou arrecadação em 70%

01 de outubro de 2009

Nas gestões junto ao governo, para que sejam prorrogados os dispositivos da Lei do Bem, que isentam do PIS e Cofins os computadores de até R$ 4 mil e reduzem em 50% as obrigações de investimentos em P&D, a Abinee argumenta que os incentivos contribuiram não só para o aumento da produção formal quanto para o aumento da arrecadação de impostos. Criada em 2005, a medida, que vence em 31 de dezembro próximo, permitiu a redução dos preços dos equipamentos, o aumento da produção e, principalmente, o aumento da formalidade no segmento. O resultado, destaca a entidade, foi um crescimento na arrecadação (envolvendo toda a cadeia, fornecedores, fabricantes e canais de comercialização) de 70% no período de 2005 a 2008.

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, estas medidas estão colaborando para a inclusão digital, para os programas de PCs para professores e alunos, para informatização das empresas, para o crescimento do mercado legal e, também, para a geração de empregos formais pela indústria de informática. “De 2005 a 2008, o segmento abriu mais de 10 mil postos de trabalho, empregando hoje, cerca de 30 mil pessoas em todo o país”, diz.

Neste período os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento cresceram mais de 350%. “Isto mostra a importância de se manter os incentivos, tanto para a indústria, para o governo, para o consumidor, ou seja, para toda a sociedade”, conclui Barbato.

O diretor da área de informática da Abinee, Hugo Valério, acrescenta que com a isenção do PIS e Cofins e da redução do P&D, a produção oficial chegou a cerca de 8 milhões de unidades dos 12 milhões de computadores comercializados em 2008, aumentando para 66% sua participação no mercado total. Mesmo com a crise, a área espera repetir o mesmo desempenho em 2009. Entretanto, “se a Lei do Bem não for estendida, o segmento poderá ser mais afetado do que foi com a crise”, diz Valério. (Da redação)

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aumenta número de PCs nos domicílios mas desigualdade continua

18 de setembro de 2009

Em 2008, 17,95 milhões de domicílios brasileiros (31,2%) possuíam microcomputador, sendo 13,7 milhões (23,8%) com acesso à Internet, o que significa que apenas dois, em cada dez PCs, eram conectados à internet. Embora os números mostrem evolução em relação a 2007, ainda revelam desigualdade no acesso a tecnologia: Mais da metade dos domicílios do país que têm computador está localizada no Sudeste (10 milhões), região que também concentra a maior proporção de domicílios conectados à internet (31,5%). Em seguida vêm o Sul (28,6%) e o Centro-Oeste (23,5%). Nos últimos lugares aparecem as regiões Norte (10,6%) e Nordeste (11,6%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008, divulgada hoje pelo IBGE. (Redação)

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Banda larga móvel cobre 62% da população, mas preço ainda inibe a contratação.

Marineide Marques
Balanço do Teleco em parceria com a Huawei contabiliza 4 milhões de acessos, entre celulares e modems

A banda larga móvel está presente hoje em 11,3% dos municípios brasileiros, cobrindo 62% da população e contabilizando 4 milhões de acessos, entre celulares e modems para internet sem fio. Os dados integram o primeiro Balanço Huawei de Banda Larga Móvel, divulgado nesta quarta-feira, 2, pelo Teleco, responsável pelo levantamento dos dados patrocinado pela fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicações. Idealizado para acompanhar o crescimento da banda larga móvel no país, o trabalho deve ser atualizado trimestralmente e considera como terceira geração os acessos em WCDMA e EVDO.

Os dados indicam que ao longo do segundo trimestre, o número de aparelhos móveis com tecnologias de terceira geração ultrapassou o volume de modems: eram 2,1 milhões de aparelhos e 1,8 milhão de modems. Na avaliação de Eduardo Tude, consultor do Teleco, é possível que o número de aparelhos seja ainda maior, já que muitas operadoras só contabilizam como 3G os clientes que efetivamente contrataram um plano de dados.

O dados de cobertura apurados pelo Teleco indicam que São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados com maior porcentual de municípios com redes 3G. Nestes estados, somados ao Distrito Federal, a cobertura 3G chega a mais de 20% dos municípios, atendendo a mais de 70% da população. O Rio é o estado com melhor cobertura, que chega a 44,6% dos municípios.

A projeção do Teleco é de que a banda larga móvel deve ultrapassar a fixa no Brasil em 2011, ou dois anos depois da média mundial, considerando que em boa parte do mundo esse movimento começa a ser registrado este ano. O estudo calcula que o país terá 60 milhões de acessos de banda larga móvel em 2014, quando a base de celulares deve girar em torno de 230 milhões de linhas.

Segundo Tude, algumas barreiras ainda limitam a expansão do serviço no Brasil, a começar pelo preço dos aparelhos e pela baixa disponibilidade de planos pré-pagos. Apenas a TIM oferece um plano pré-pago para acesso via modem, enquanto a Vivo cobra por volume de dados dos clientes pré-pagos que acessarem a internet a partir de seus celulares. O estudo também faz um comparativo de preços entre os países da América Latina e da Europa, que mostra que o Brasil cobra valores acima da média dos demais, fortemente influenciado pela alta carga tributária. No país, o pacote de 500 MB custa em média R$ 76, comparado a R$ 58,50 no Chile e R$ 35,40 na Argentina. O Brasil também se difere na forma de cobrança: enquanto os demais países da América Latina cobram por volume de dados, no país prevalecem os planos ilimitados.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/banda-larga-movel-cobre-62-da-populacao-mas-preco-ainda-inibe-a-expansao

Claro prepara o lançamento de plano pré-pago para acesso à internet

Marineide Marques
Oi também avalia a oferta, mas reconhece que não é projeto para o curto prazo.

A Claro prepara o lançamento do seu primeiro plano pré-pago para acesso à internet via modem. Segundo a diretora de serviços de valor agregado da operadora, Fiamma Zarife, a oferta deve começar até o final de outubro para atender aos clientes que não querem comprometimento mensal. Hoje, apenas a TIM oferece um plano pré-pago para acesso via modem, enquanto a Vivo cobra por volume de dados dos clientes pré-pagos que acessarem a internet a partir de seus celulares.

A Oi também avalia o lançamento de um plano pré-pago, segundo o diretor Roberto Guenzburger, mas não no curto prazo. “Eventualmente teremos um plano pré-pago no médio prazo” disse ele. Segundo o executivo, que participou do lançamento do primeiro Balanço Huawei de Banda Larga Móvel, divulgado nesta quarta-feira pelo Teleco, o estado de São Paulo responde por 40% das vendas de banda larga móvel da Oi, mesmo sem a oferta convergente na região. Ele atribui o sucesso, além da concentração de poder aquisitivo do estado, ao fato de a Oi permitir a experimentação sem custo por dois meses. “A experiência do usuário da banda larga móvel é diferente. Por isso o período de testes é importante”, disse ele.

O estudo apresentado pelo Teleco apontou que a baixa disponibilidade de planos pré-pagos é uma das barreiras à expansão do serviço no Brasil, ao lado do alto preço dos aparelhos de terceira geração.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/claro-prepara-o-lancamento-de-plano-pre-pago-para-acesso-a-internet

Ministro diz que decisões sobre Internet na rede elétrica foram apressadas

Rodrigo Sales
Segundo Hélio Costa, ainda é preciso resolver problemas técnicos importantes

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje que ainda não existe uma regulamentação na Internet, como um todo, muito menos para o acesso à rede que vai trafegar nas linhas das redes de energia. "Antes disso, temos que resolver alguns problemas técnicos importantíssimos, houve um apressamento em decisões que, na verdade só estarão concretizadas dentro de no mínimo dois anos, possivelmente três ou quatro anos para que a internet possa trafegar na rede elétrica’’ afirmou em entrevista a um programa de rádio.

Ele ressaltou que houve uma decisão da Anatel, há cerca de dois meses autorizando as empresas a realizarem os primeiros testes. Costa defendeu que, o procedimento de internet em banda larga ocorre quando o sistema de cabos é todo subterrâneo e normalmente em 220 volts, como acontece na Europa.

Segundo Costa, ‘’se você coloca o sinal na rede de linhas elétricas, você vai ter uma grande interferência na telefonia, nas rádios e na televisão’’. Costa finalizou dizendo que o país está preparado sim para a modernidade, e acredita que esse é o caminho para a chegada da internet nas cidades mais pobres.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/ministro-disse-que-decisoes-sobre-internet-na-rede-eletrica-foram-apressadas

América Móvil estuda novo modelo de cobrança para tráfego de dados pré-pago

terça-feira, 8 de setembro de 2009, 13h00

A América Móvil está estudando a possibilidade de realizar uma cobrança automática pelo tráfego de dados de usuários pré-pagos donos de smartphones e modens 3G, informou o diretor de serviços de valor agregado do grupo, Marco Quatorze. Os usuários poderiam acessar a web a qualquer momento de seus dispositivos e teriam automaticamente descontada de seus créditos com a operadora uma tarifa para uso ilimitado naquele dia. Ou seja, não seria necessário comprarem antes um crédito especial para tráfego de dados com um tempo pré-definido de utilização (24 horas, uma semana etc), como fazem hoje algumas operadoras.

Flat Fee

A respeito da tendência de as operadoras móveis norte-americanas estarem lançando planos com tarifa plana para uso ilimitado de voz, dados e SMS, Quatorze disse que acha difícil isso chegar à América Latina. "Nos EUA o ARPU (receita média por usuário) é de US$ 80. Aí há espaço para fazer esses planos. No Brasil o ARPU é muito baixo. Além disso, o custo de transmissão no Brasil é alto", explicou Quatorze.

Fernando Paiva

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=146936

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Maioria das cidades brasileiras só precisa de 1 giga no backbone, diz professor.

01 de setembro de 2009

O coordenador de Redes de Comunicação e professor da Unicamp, Leonardo Mendes, afirmou hoje, no 6º Wireless Mundi, que os estudos realizados por sua equipe demonstraram que 95% dos municípios brasileiros não precisam de redes de comunicações com mais de 1 Gibt/s. Somente as cidades com mais de 200 mil habitantes é que precisam de backbones com mais capacidade", afirmou.

Em conjunto com a prefeitura de Pedreira, a universidade desenvolve um projeto de infovia municipal e de cidade digital com 18 quilômetros de fibra óptica no backbone e o acesso banda larga sem-fio em todas as residências da cidade. (Da redação)

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13020&Itemid=105

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Para governo do Pará, há desinteresse das teles em banda larga popular

sexta-feira, 28 de agosto de 2009, 18h34

O Estado do Pará modificou a sua legislação de recolhimento do ICMS em 27 de abril para adequá-la ao convênio nº 38 do Confaz que isenta o recolhimento do tributo para os serviço de banda larga prestados a menos de R$ 30. Embora a redução do ICMS seja uma reivindicação do setor há anos, em cinco meses de vigor do benefício no estado do Pará nenhuma empresa apresentou proposta. Fonte ligada à secretaria de Fazenda do estado diz que tem a impressão de que as empresas não se interessaram pelo benefício. "Ou não se interessaram ou não entenderam", diz a fonte.

Até aqui o estado do Pará foi o único que alterou sua legislação do ICMS para atender ao convênio nº 38. Inicialmente o convênio o foi criado para os estados do Pará, São Paulo e Distrito Federal, mas meses depois o estado do Rio Grande do Sul também aderiu. No entanto, esses estados ainda não regulamentaram a medida.

As empresas alegam que a simples desoneração do ICMS sobre a venda de serviços não resolve os problemas de investimento em um produto de baixo custo, pois há ainda a necessidade de investimentos em equipamentos e rede, cujos elementos não estão desonerados. Também alegam que existe um grande risco de canibalização da base caso sejam ofertados pacotes populares de banda larga.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=145256

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Volume de PCs deve se manter em 12 milhões, estima Abinee.

Por Fatima Fonseca
24 de agosto de 2009

Apesar da queda de 17% no mercado de PCs, no primeiro semestre deste ano, que encerrou com 2,66 milhões de unidades vendidas, contra 3,174 milhões de unidades em igual período de 2008, a expectativa da Abinee é que este segmento mantenha no ano o mesmo volume de vendas de 2008, 12 milhões de unidades. O vice-presidente da Abinee, Hugo Valério, destacou que, no segundo trimestre deste ano, já houve uma reação no setor, com um crescimento de 2% no faturamento, em relação ao segundo trimestre de 08, ante uma queda de 16% no primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2008.

Dos 2,66 milhões de PCs comercializados no primeiro semestre deste ano, 68% foram desktops e 32% notebooks. A estimativa da Abinee é que o setor de informática feche 2009 com faturamento de R$ 35 bilhões, repetindo o mesmo desempenho do ano passado.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12926&Itemid=105

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Na banda larga móvel, Arpu não é o indicador mais importante

terça-feira, 25 de agosto de 2009, 17h17

Operadoras móveis de todo o mundo enfrentam uma equação difícil de ser solucionada. Como tornar lucrativo seus serviços de banda larga móvel? No passado o indicador Arpu (média de receita por usuário) mostrava bem como andava o negócio, porque os recursos de rede não eram tão consumidos com os serviços tradicionais como voz e SMS. Com o advento da banda larga móvel, o volume de dados tem uma pressão enorme no custo com rede e, no fim das contas, na receita com o serviço. De acordo com o estudo Maximizando o Lucro por Megabyte da Acision, o SMS gera aproximadamente US$ 260 de receita por MB, enquanto que a banda larga móvel gera US$ 0,07. "A banda larga móvel coloca uma pressão nos recursos de rede que as operadoras nunca viram antes. Arpu, portanto, não é o indicador mais importante para banda larga móvel, é apenas parte dele. De agora em diante, lucro por megabyte é o indicador dominante na banda larga móvel", diz o estudo.

As operadoras móveis fizeram um bom trabalho para atrair novos clientes, especialmente com os planos de tarifa flat com limite de download. O estudo mostra que a conseqüência desse rápido avanço no número de clientes é a queda do lucro por megabyte. Na batalha pelo cliente os preços caíram bastante e o limite de uso das franquias foi ampliado. A Acision estima que esse limite tenha dobrado para 4 Gb no último ano. Como conseqüência disso, o lucro por megabyte caiu de 60% a 70% em um ano. "E como não há mecanismos dentro dos modelos de preço sobre onde, quando e como os usuários podem consumir o serviço, as operadoras móveis não têm ferramentas para prevenir congestionamento durante os horários de pico", diz o estudo.

O consumo de banda, segundo a Acision, deverá dobrar ano a ano. Essa quantidade de tráfego vai causar sérios problemas de congestionamentos, resultando insatisfação do usuário. "Encontrar uma maneira de lidar de forma eficiente com essa enorme quantidade de dados será a principal prioridade das operadoras", diz o estudo.

Pré-pago

A companhia acredita que a cobrança pré-paga será peça-chave para a adoção da banda larga móvel pelo mercado de massa. Na Europa, por exemplo, estima-se que as assinaturas pré-pagas representarão cerca de 59% de todas as conexões de banda larga móvel em 2014. Hoje esse número está em 8%. Para prever congestionamentos de rede as operadoras devem adquirir capacidade para controlar a quantidade de usuários simultâneos e o tráfego que eles geram em horários de pico. A banda larga móvel está se transformando. De um serviço de nicho, voltado para o mercado corporativo em um serviço de massa, o que poderá gerar volume e receita e torná-lo lucrativo em um futuro não muito distante, sinaliza o estudo. Mesmo com o impacto da crise econômica, o estudo da Acision considera que a banda larga móvel vai passar o SMS como maior fonte de receita de dados.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=144176

Abinee pede prorrogação de incentivos da Lei do Bem

25 de August de 2009

A Abinee vem mantendo gestões junto ao governo com o objetivo de prorrogar os benefícios da Lei do Bem, que vence no dia 31 de dezembro deste ano. Criada em 2005, a medida, que isenta PIS e Cofins dos computadores, permitiu a redução dos preços dos equipamentos, o aumento da produção e o aumento da formalidade no segmento. "Mesmo com a desoneração de um tributo, o governo continuou arrecadando, pois aumentou a base a partir da diminuição da informalidade", diz o diretor da área de informática da Abinee, Hugo Valério.

Segundo ele, a medida trouxe geração de empregos de qualidade no setor, além da inclusão digital. "Hoje, o computador deixou de ser um artigo de luxo e passou a ser uma ferramenta de eficiência", destaca. Dados da Abinee indicam que, em 2004, um ano antes da implementação da lei, o mercado oficial de PCs foi responsável pela produção de cerca de 1 milhão de unidades, 27% do mercado total (4 milhões) de computadores no país. Com o impulso da isenção do PIS e Cofins, a produção oficial chegou a cerca de 8 milhões de unidades dos 12 milhões comercializados em 2008, aumentando para 66% sua participação no mercado total. Mesmo com a crise, a área espera repetir o mesmo desempenho em 2009. Entretanto, segundo Hugo Valério, se a Lei do Bem não for estendida, o segmento poderá ser mais afetado do que com a crise. "Esta isenção é tão importante quanto a redução do IPI para o setor automotivo", compra. (Da redação, com assessoria de imprensa)

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12939&Itemid=105

Aneel aprova regulamento que permitirá oferta de banda larga pela rede elétrica

Rodrigo Sales

Da receita proveniente do aluguel da infraestrutura para o PLC, 90% deve ser revertida para a modicidade tarifária.

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta terça-feira, 25, as regras para utilização da tecnologia conhecida como Power Line Communications (PLC) no país. O sistema utiliza a rede de energia elétrica como meio de transporte de sinais de internet, vídeo e voz. A agência prevê que, com a implantação da tecnologia, será possível novos usos para as redes de distribuição de energia elétrica, sem a necessidade de expansão ou adequação da infraestrutura existente.

Pelas regras aprovadas pela Aneel, as distribuidoras não poderão oferecer a internet banda larga diretamente aos consumidores. Para tal, deverá ser criada uma empresa subsidiária para oferta do serviço. Ao disponibilizar a rede de distribuição, a concessionária deverá dar ampla publicidade por um prazo mínimo de 60 dias para a manifestação de outros interessados. A escolha do prestador do serviço deverá ser divulgada em até 90 dias após o pedido.

A distribuidora também passa a ter total liberdade para utilização da tecnologia PLC nas atividades de distribuição de energia e na aplicação da mesma em projetos sociais. Já na utilização comercial, as distribuidoras terão que seguir as regras previstas nos contratos de concessão.

Outro aspecto importante refere-se à apuração da receita obtida pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas que explorarão o serviço. A previsão é que de 90% da receita obtida com esse aluguel seja revertida para a redução das tarifas de eletricidade. Esse critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia.

O superintendente de regulação dos serviços de distribuição da Aneel, Carlos Mattar, destacou que ‘’se não houver uma cláusula contratual específica, as receitas do compartilhamento podem ser medidas a cada ano, nos reajustes’’. Mattar afirmou ainda que a maioria dos contratos prevê que isso ocorra somente no período de revisão, que varia em períodos entre três e cinco anos.

O início das operações em cada região dependerá das distribuidoras locais de energia. Os interessados em explorar o serviço de PLC deverão procurar a Anatel e pedir a autorização. A agência já regulamentou o uso dos equipamentos para as redes de PLC.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/aneel-aprova-regulamento-que-permitira-oferta-de-banda-larga-pela-rede-eletrica

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Positivo avalia que vendas de PCs devem retornar aos níveis de 2008

sexta-feira, 21 de agosto de 2009, 16h33

Após atingir recorde trimestral de volume de vendas com a comercialização de 442,5 mil unidades de PCs entre abril e junho deste ano, a Positivo Informática entende que a recuperação do mercado já chegou e avalia que as vendas de PCs no Brasil devem voltar aos padrões de 2008 ainda neste ano.

"No terceiro trimestre estamos vendo que as vendas estão voltando aos mesmos níveis de 2008. Acreditamos que aos poucos o mercado vai retornando do normal", afirma Ariel Szwarc, diretor de relações com investidores e vice-presidente financeiro da Positivo, em entrevista exclusiva a TI INSIDE Online.

O executivo acredita, entretanto, que as vendas no mercado brasileiro de PCs neste ano serão inferiores às registradas em 2008. De acordo com Szwarc, as vendas da indústria de PCs registraram desempenho muito deficitário nos dois primeiros trimestres deste ano. "Para as vendas de PCs deste ano igualarem ou serem pouco superior às de 2008, no terceiro e, principalmente, no quarto trimestre as vendas terão de ser extremamente positivas", diz Szwarc.

Sobre o fato de os preços dos PCs não terem reduzido e acompanhado a desvalorização do dólar frente ao real, o executivo observa que um dos motivos é que os fabricantes absorveram o aumento do dólar entre o fim de 2008 e o primeiro trimestre deste ano e repassado de forma gradativa esse aumento aos preços dos equipamentos para não afetar as vendas.

Szwarc salienta ainda que os fabricantes estão terminando justamente neste momento esses repasses de preços. E este é um dos fatores que está impedindo as quedas nos preços dos computadores. "Achamos que teremos um circulo mais normal de preços daqui para frente", avalia.

O executivo pondera, no entanto, que o fator preço não será o principal impulsionador das vendas de PCs, mas sim o maior acesso ao crédito por parte dos consumidores.

Sabendo que a projeção para o mercado brasileiro de PCs neste ano não é das melhores, a Positivo foi em busca de ampliar o seu campo de atuação para tentar conquistar receitas em outros mercados e começa a dar o primeiro passo no seu processo de internacionalização. Ela apresentou uma proposta para disputar uma licitação na Argentina que prevê a compra de 250 mil netbooks. Szwarc, entretanto, não acredita em uma vitória da companhia neste leilão.

Victor Hugo Cardoso Alves

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Internet chega a 65 milhões de brasileiros em julho

quinta-feira, 20 de agosto de 2009, 11h50

O número de brasileiros com acesso à Internet em qualquer tipo de ambiente (residências, trabalho, escolas, telecentros, bibliotecas ou lan houses) chegou a 64,8 milhões em julho, segundo pesquisa divulgada pelo Ibope Nielsen Online, nesta quinta-feira, 20. Em junho, esse o número era 62,3 milhões de pessoas, um aumento de 4% na comparação mensal.

Considerando apenas os indivíduos com acesso à web no trabalho ou nas residências, o número é de 44,5 milhões. Deste total, 36,4 milhões de usuários se conectaram à Internet a partir desses ambientes, o que representa um crescimento de 10% sobre os 33,2 milhões de internautas ativos registrados em junho.

Entre os internautas residenciais, o número de usuários ativos chegou a 27,5 milhões de pessoas, um crescimento de 7,4% em relação aos 25,6 milhões do mês anterior e de 8% sobre os 23,7 milhões de julho de 2008. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

O tempo de navegação em residências em julho atingiu a marca de 71 horas e 30 minutos, incluindo aplicativos, e de 48 horas e 26 minutos, considerando somente navegação em páginas. Com esse resultado, o Brasil se mantém na liderança como o país com o maior tempo de uso de internet por usuário, seguido, pela ordem, por Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão.

Considerando apenas os usuários residenciais ativos, o tempo de navegação foi de 30 horas e 13 minutos em julho, marca inédita, o que representa aumento de 9% ante junho e 21% sobre julho de 2008.

Da Redação

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=143436

Minicom prepara estudos sobre custos do novo PGMU e propostas para banda larga

quinta-feira, 20 de agosto de 2009, 19h47

Nas próximas semanas, dois estudos importantes devem ser concluídos pelo Ministério das Comunicações. Um é um estudo analisando os custos reais das propostas feitas pela Anatel para a ampliação das metas de universalização colocadas no novo PGMU, já submetido a consulta pública e que integrará os contratos de concessão a partir de 2011. O Minicom quer saber se existe garantia de equilíbrio econômico financeiro ao se propor a implantação, pelas empresas, de uma rede óptica de 2,5 Gbps nos municípios com mais de 30 mil habitantes. Esse é um dos pontos mais polêmicos do novo PGMU. As empresas alegam que estas e outras metas custariam mais de R$ 13 bilhões. Os primeiros estudos da Anatel indicavam um custo de R$ 1 bilhão, mas segundo informações de fontes familiarizadas com o caso, os estudos mais recentes da agência já teriam chegado ao dobro desse valor. O trabalho do Minicom tem sido no sentido de estabelecer os parâmetros de análise com base nos estudos que já foram feitos na reforma do PGMU que trocou metas de PSTs por backhaul. Depois disso, será possível comparar o levantamento da Anatel e das empresas e concluir qual deles está mais próximo da realidade.

Banda larga

Outro documento importante que está sendo concluído pelo Ministério das Comunicações é uma espécie de diretrizes para uma política de banda larga no país, a exemplo doque tem sido feito por outros países. Esse trabalho deve ser concluído pela equipe técnica do Minicom nos próximos 15 dias, para então ser submetido a outros órgãos do governo. Uma das preocupações do Ministério das Comunicações é saber se a infraestrutura de telecomunicações do país é suficiente para dar suporte à demanda de serviços de banda larga e à competição hoje e no futuro.

Paralelamente, sabe-se que a Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos do Palácio do Planalto trabalha em um estudo semelhante.

Samuel Possebon

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=143462

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Classe C emergente e bem equipada

07/08/2009 - 14:08 - ATUALIZADO EM 07/08/2009 - 23:06

A popularização da tecnologia está criando novos hábitos e perspectivas. A seguir, cinco perfis da população conectada
FRANCINE LIMA

De uns anos para cá, milhões de brasileiros que antes pertenciam às camadas mais pobres da população subiram de vida e começaram a fazer uma revolução no consumo. Com a queda dos preços e as formas de pagamento mais acessíveis, equiparam seu cotidiano com computador, internet banda larga, micro-ondas, telefone celular com câmera, bluetooth e MP3. Segundo o Instituto Data Popular, eles já respondem por 62% dos domicílios conectados à rede e 53% dos clientes de sites de compras. Com isso, aproximaram-se do comportamento das classes A e B. Em alguns aspectos, foram além. A melhor surpresa dessa ascensão das famílias de baixa renda foi que suas dificuldades iniciais diante da tecnologia se transformaram numa vantagem. Ao procurar entender como a tecnologia funciona, driblar o “informatiquês” e o inglês dos programas de computador e encontrar as formas mais baratas de usar os recursos em seu favor, a classe C aprendeu a buscar soluções mais adequadas para seus problemas. E melhorou de vida.
Tudo isso foi observado por agências de pesquisa e publicidade interessadas em estudar o novo comportamento dos emergentes. A agência CO.R Inovação, de São Paulo, passou meses abordando pessoas na rua e visitando famílias em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife, em Curitiba e em Porto Alegre. Depois de cerca de 500 entrevistas, concluiu que uma das consequências mais importantes do acesso da classe C à tecnologia foi a valorização do ensino pelas mulheres. A pesquisa mostrou que o primeiro computador numa casa de periferia normalmente é comprado para os adolescentes fazerem as tarefas escolares. Com o tempo, se transforma no computador da família. Segundo Mari Zampol, diretora da CO.R Inovação, as mulheres que foram mães muito jovens e interromperam os estudos agora estão se sentindo livres para voltar à escola, aproveitando inclusive a conveniência barata dos cursos a distância pela internet. “Quando descobriram que podiam estudar sem sair de casa, foram atrás de diplomas de níveis técnico e superior, cursos de idiomas e outras oportunidades de crescimento profissional”, diz Mari. Os jovens também são grandes protagonistas dessa inclusão digital. Mesmo sem saber inglês e com menos estudo, estão usando melhor os recursos do telefone celular que os jovens das classes A e B. “Esse pessoal se vira muito melhor em situações de crise”, diz Renato Meirelles, publicitário e fundador do Data Popular. A seguir, cinco novos perfis populares criados pela tecnologia.

Uma consequência importante do acesso da classe C à tecnologia foi a valorização dos estudos



O farejador
O número do telefone celular de Claudio Silva circula de boca em boca entre os moradores de Osasco, na Grande São Paulo. Novatos na compra de computador e na contratação do serviço de internet banda larga a cabo, eles querem saber qual é a melhor configuração, o preço mais justo, o melhor custo-benefício: “Tem gente que me liga da loja e me pede para falar com o vendedor”. Claudio, de 41 anos, entende do assunto desde que trabalhava como instalador numa empresa de telefonia. De lá para cá, fez cursos, abriu uma empresa do ramo, passou a prestar serviço na região e tornou-se uma espécie de guru para quem ainda não domina o mundo da informática. Veio dele a ideia de compartilhar com o irmão sua assinatura de acesso à internet. O cabo está ligado ao computador de Claudio, mas um roteador na casa do irmão, no mesmo terreno, capta o sinal sem fio. Os dois dividem o custo ao meio. Ao saber do macete, outros vizinhos quiseram copiar a estratégia. E lá vai ele ensinar. Segundo as pesquisas da CO.R Inovação, a classe C está cheia de Claudios. São pessoas que desvendaram logo as tecnologias e tornaram-se referência na vizinhança. São formadores de opinião que ensinam os outros a escolher, comprar e usar os produtos.




A nova estudante
A dona de casa Rosa Maria Silvestre da Silva, de 51 anos, ainda “cata feijão” no teclado do computador. Quase não manda e-mail e muito de vez em quando visita os sites de seus programas de TV favoritos. Mas já colhe os frutos da presença da internet em sua vida. Mãe de três jovens adultos, todos com curso superior concluído ou em andamento, conheceu a internet por causa dos trabalhos acadêmicos dos filhos. E percebeu logo a diferença entre sua formação escolar, interrompida na antiga 4a série, e a quantidade de conhecimento que as gerações de hoje estão adquirindo com a ajuda da tecnologia. “O tempo passou. Vi que o que eu sabia era pouco”, diz Rosa. Ainda usa o Google apenas como dicionário. Mas, com a ajuda da filha mais velha, que não sai da internet, achou um curso supletivo e outro de informática, para perder o medo de mexer com arquivos. Rosa quer voltar a trabalhar como cabeleireira – e não parar mais de aprender.




A bem informada
Com acesso garantido a uma conexão de banda larga com a internet, todo tipo de informação chega mais fácil e rapidamente. A classe C também usa essa facilidade para defender seus direitos e planejar os deslocamentos pela cidade. É o caso da empregada doméstica Marcia Almeida. Na cozinha da patroa, Marcia ouve músicas e busca receitas novas na internet usando seu netbook, um pequeno computador portátil que ganhou da dona da casa e é conectado à internet por rede sem fio. Durante o dia, elas se falam pelo Skype. À noite, Marcia se fecha em seu quarto para assistir aos seminários da igreja evangélica transmitidos ao vivo pela internet ou para ir às compras. Para ela, a pesquisa pela internet é uma economia de tempo. Sem precisar tomar ônibus nem faltar ao trabalho, já consultou pacotes de viagens e agendou um atendimento para seu pai num posto da Previdência Social. Recentemente, comprou um perfume numa loja eletrônica usando o cartão de crédito. “Achei o preço melhor e ainda recebi em casa.”




A autônoma
Cristina de Barros Moreira virou dona de casa de novo, mas provisoriamente. Embora tenha largado o emprego há poucos meses para dedicar-se ao filho que está para nascer (seu sexto), ela não pretende ser dona de casa para sempre. Quando era mais jovem, queria ler e ter informações, mas tinha poucos recursos. Só quando arrumou um emprego conseguiu realizar seu sonho. “O único jeito de ter internet em casa era trabalhar fora”, diz. A partir daí, a vida ganhou novas perspectivas. Fez curso de informática, juntou dinheiro, comprou um computador para a família e deu um jeito de cuidar dos cinco filhos sem sair do escritório. Enquanto ela e o marido (na foto, ao fundo) trabalhavam fora, Cristina orientava as crianças sobre como preparar o lanche em casa usando o micro- -ondas. Como não podia telefonar usando a linha do escritório, instalou o Skype e deu um celular para cada um dos filhos mais velhos. Hoje, não abre mão dessa autonomia. Planeja abrir o próprio negócio e contar com a participação da família toda.




O descomplexado
Um celular na mão, internet rápida e muita curiosidade igualaram o padrão de vida dos jovens da classe C ao das patricinhas e dos playboys. Todos fazem fotos e vídeos e os compartilham em redes sociais, que também usam para consumir música, moda e qualquer assunto de seu interesse. João Carlos Rodrigues dos Santos, de 15 anos, não tem um smartphone, mas consegue transformar seu aparelho um pouco mais simples (e bem mais barato), comprado numa promoção, num transmissor de dados poderoso. Além de câmera VGA, MP3-player e bluetooth, seu celular tem vários programas baixados da internet. João vive fuçando na rede atrás de recursos que possa agregar a seu aparelho. Tudo de graça. Quando ele descobre uma vantagem nova, logo transmite pelo bluetooth para os amigos. Inclusive as trilhas dançantes das matinês da Vila Olímpia, área nobre de São Paulo, distante da periferia onde mora. A viagem de ônibus até a balada é longa, mas para ele vale a pena. “Prefiro o povo da Vila Olímpia. É mais decente.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI86776-15228,00-CLASSE+C+EMERGENTE+E+BEM+EQUIPADA.html

Lan houses são negócios independentes

Por Lia Ribeiro Dias
19 de agosto de 2009

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), do Ministério da Ciência e Tecnologia, acaba de divulgar o relatório final de uma pesquisa sobre Centros Públicos de Acesso Pago no Brasil, que são as populares lan houses e cybers cafés. De acordo com o relatório, 69% dos 689 estabelecimentos que responderam a pesquisa são negócios independentes; os demais desenvolvem a atividade junto a estabelecimentos comerciais (como papelarias e lanchonetes) ou em residências.

Embora o relatório ressalte que a pesquisa não tem uma amostra estatística que indique o peso das lanhouses em cada estado – a pesquisa foi respondida por associados da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID) que se interessaram em participar --, o relatório destaca que ela é representativa da forma de funcionamento e do tipo de serviço prestado por essas unidades. A lanhouse típica tem 13 máquinas, com menos de dois anos de uso, e espaço para abrigar até mais seis equipamentos, funciona entre 11 a 17 horas por dia, todos os dias da semana, atende de dois a oito usuários por hora, a maioria jovens, que ficam conectados na internet entre uma e duas horas por dia. O tipo de uso do computador mais frequente está ligado à educação/treinamento (ensino a distância, elaboração de currículos, trabalhos escolares) e a jogos.

Embora a pergunta se o empreendimento é legal ou informal não tenha sido incluída no questionário, porque seria muito difícil avaliar a veracidade da resposta, o IBICT, por outras pesquisas realizadas sobre o seu patrocínio, como o censo de lanhouses feito no Maranhão, sugere, no relatório, que uma parte expressiva do universo de lanhouses deve atuar na informalidade. Entre as sugestões apontadas pelo relatório, está o estudo de medidas para apoiar a formalização de lanhouses, com simplicação das exigências para se abrir a empresa e outras facilidades. Um passo fundamental para que as lanhouses venham a ser objeto de políticas públicas, caminho defendido pelo IBICT tendo em vista a sua importância para a inclusão digital, como observa Anaiza Caminha Gaspar, coordenadora do Mapa da Inclusão Digital.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12875&Itemid=105