quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Lan houses são negócios independentes

Por Lia Ribeiro Dias
19 de agosto de 2009

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), do Ministério da Ciência e Tecnologia, acaba de divulgar o relatório final de uma pesquisa sobre Centros Públicos de Acesso Pago no Brasil, que são as populares lan houses e cybers cafés. De acordo com o relatório, 69% dos 689 estabelecimentos que responderam a pesquisa são negócios independentes; os demais desenvolvem a atividade junto a estabelecimentos comerciais (como papelarias e lanchonetes) ou em residências.

Embora o relatório ressalte que a pesquisa não tem uma amostra estatística que indique o peso das lanhouses em cada estado – a pesquisa foi respondida por associados da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID) que se interessaram em participar --, o relatório destaca que ela é representativa da forma de funcionamento e do tipo de serviço prestado por essas unidades. A lanhouse típica tem 13 máquinas, com menos de dois anos de uso, e espaço para abrigar até mais seis equipamentos, funciona entre 11 a 17 horas por dia, todos os dias da semana, atende de dois a oito usuários por hora, a maioria jovens, que ficam conectados na internet entre uma e duas horas por dia. O tipo de uso do computador mais frequente está ligado à educação/treinamento (ensino a distância, elaboração de currículos, trabalhos escolares) e a jogos.

Embora a pergunta se o empreendimento é legal ou informal não tenha sido incluída no questionário, porque seria muito difícil avaliar a veracidade da resposta, o IBICT, por outras pesquisas realizadas sobre o seu patrocínio, como o censo de lanhouses feito no Maranhão, sugere, no relatório, que uma parte expressiva do universo de lanhouses deve atuar na informalidade. Entre as sugestões apontadas pelo relatório, está o estudo de medidas para apoiar a formalização de lanhouses, com simplicação das exigências para se abrir a empresa e outras facilidades. Um passo fundamental para que as lanhouses venham a ser objeto de políticas públicas, caminho defendido pelo IBICT tendo em vista a sua importância para a inclusão digital, como observa Anaiza Caminha Gaspar, coordenadora do Mapa da Inclusão Digital.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12875&Itemid=105

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