segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Telefônica foca em classe C e diz que parceria permitirá pleno atendimento da banda larga

quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 12h27

A primeira rodada de apresentações da Futurecom, que acontece esta semana em São Paulo, teve um tema em comum a todos os presidentes de empresas: a necessidade de parcerias para viabilizar uma ampliação efetiva da banda larga no Brasil. O primeiro pronunciamento ficou a cargo do presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, que logo de início deu o tom das palestras que se sucederiam. Valente rejeitou as comparações do Brasil com outros países, destacando as especificidades nacionais, especialmente de São Paulo, que é sua área de atuação como concessionária.

Classificando, ilustrativamente, o estado paulista com uma nação, Valente focou-se nas especificidades da quarta maior metrópole da América Latina e as dificuldades de atendimento de uma cidade com realidades econômicas bastante distintas dentro da mesma área geográfica. Valente expôs casos de ausência de cobertura de banda larga para explicar os "desafios" que a empresa enfrenta, e disse que até meados de 2010 todas as 622 cidades do estado atendidas pela Telefônica estarão cobertas por serviços de banda larga.

Em relação ao atendimento de comunidades de menor por aquisitivo, na visão do presidente da Telefônica, a saída é estabelecer parcerias entre governo e empresas, tal qual ocorreu no fim de 2007 com a troca de metas de universalização que possibilitou a criação do programa Banda Larga nas Escolas. "Programas como esse tem mostrado que há uma preocupação não só do governo, mas também das empresas, com a expansão da banda larga�, analisou. Com ou sem parceria, Valente disse que a Telefônica pretende cobrir 97% da população de São Paulo com serviços de banda larga até março de 2010. Para atender à população de baixa renda, a telefônica planeja usar redes Wi-Mesh e terá uma ofgerta pré-paga de banda larga.

WiMAX

Em sua apresentação, Valente também aproveitou para reiterar o interesse da companhia de investir na tecnologia WiMAX. Com a compra da TVA, o grupo possui licenças de operação em MMDS nas cidades de Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, além de São Paulo, mas a oferta de serviços convergentes, incluindo internet via WiMAX, tem sido limitada pela regulação. �Há uma discussão ainda sobre as radiofreqüências (2,5 GHz), homologação e certificação de equipamentos. No momento em que essa discussão for resolvida, nós estaremos prontos para oferecer o serviço�, declarou Valente referindo-se à banda larga via WiMAX.

No ramo da oferta de ADSL, a venda do Speedy tem apresentado forte crescimento desde que a Anatel derrubou a proibição de comercialização do serviço, no fim de agosto. Segundo Valente, entre os dias 28 de agosto (dada da retomada das vendas) e 13 de outubro, a Telefônica registrou 111 mil vendas do serviço de Internet banda larga, o que gera uma média de 2,3 mil pontos comercializados por mês. Para o executivo, os números são uma prova da crescente demanda por banda larga no Brasil. Segundo Valente, 80% dessas vendas são de clientes classe C.

Valente também explicou que por conta de todas as dificuldades de venda do Speedy decorrentes das restrições da Anatel, a operadora teve que suspender a venda em bundle, ou seja, pacotes de TV, banda larga e dados, mas que isso será retomado. "Por enquanto, ainda estamos focados na melhoria dos nossos índices de qualidade, que hoje já estão similares ao da nossa concorrência", disse Valente. Ele disse que a meta da operadora é ter um índice de reclamações equivalente a um quarto do índice da Net Serviços.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151638

Governador José Serra anunciará decreto de isenção do ICMS

quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 21h25

O governador José Serra confirmou sua participação na Futurecom nesta quinta, 15. O governador deverá falar sobre o decreto que regulamenta a isenção de ICMS para a prestação do serviço de banda larga em pacotes de até R$ 30.

A regulamentação da isenção do ICMS pelo Estado de São Paulo é vista pelo setor como um indutor de políticas semelhantes em outros estados. Até o momento, apenas o estado do Pará publicou o decreto que regulamenta o serviço, mas nenhuma empresa apresentou seu plano até agora. O problema é que existe dificuldade de definir os pacotes populares porque, em geral, exige-se que ele inclua o modem e o provedor de acesso, dois itens que não estão incluídos na isenção tributária.

Como é pouco provável que o decreto de São Paulo saia diferente do convênio assinado com o Confaz – o que geraria um mal estar político com o órgão – o decreto paulista deverá repetir as mesmas condições que hoje as empresas dizem que inviabilizam a oferta do serviço a R$ 30. Essas condições, basicamente, são a determinação de que esse preço inclua o modem e o provedor e que não exista um prazo de fidelidade maior que doze meses. "Com o modem gratuito e o prazo de fidelização menor que doze meses a conta não fecha", afirma Hugo Janeba, vice-presidente de marketing e inovação da Vivo. Para o executivo um prazo de fidelidade de 36 meses "seria muito mais fácil" para viabilizar o serviço. As teles também temem que o serviço popular possa canibalizar a base com pacotes usuais de banda larga. A expectativa é que pelo menos a Telefônica ofereça um serviço em linha com o que propõe o governo estadual. No Pará, a Oi e as demais provedoras de serviço banda larga ainda não mostraram interesse.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151707

Teles pedem segurança regulatória para investir

quarta-feira, 14 de outubro de 2009, 21h46

A nova onda de discussão de políticas públicas para inclusão digital, iniciada com a tentativa do governo de criar um Plano Nacional de Banda Larga, não pode deixar de lado a importância da segurança regulatória para a manutenção dos investimentos privados no setor. Este foi o recado dado por representantes de operadoras de telecom e fabricantes em um dos debates realizados durante o primeiro dia da Futurecom. "O desafio da regulação é o equilíbrio entre o idealismo e a solvência", declarou Francisco Perrone, vice-presidente de Assuntos Internacional da Oi e ex-conselheiro da Anatel. Esse equilíbrio é muito "delicado", nas palavras do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), mas deve ser procurado para que o setor consiga continuar avançando.

No que depender da Anatel, as empresas podem ficar tranquilas. Segundo o conselheiro Antônio Bedran, a agência reguladora "tem uma busca incessante para estabilidade regulatória e pela segurança jurídica". E o Plano Geral de Regulamentação (PGR) é uma prova deste comportamento, uma vez que baliza todas as ações de grande impacto que a autarquia pretende tomar no curto, médio e longo prazo.

A agência, porém, está limitada com relação à garantia de segurança com relação ao plano de banda larga. "O papel da Anatel não é fazer política pública. O papel da Anatel é aguardar a formulação dessa política e ai regular o que for necessário", ponderou Bedran. Para Ércio Zilli, vice-presidente de Regulação e Interconexão da Vivo, seria interessante aproveitar esse momento de mudanças "profundas" no setor para reduzir a intervenção regulatória. "Quanto menos regulação, mais fácil será o investimento", avaliou Zilli.

Para Lustosa, o debate em torno da inclusão digital é bom seja qual for o desfecho regulatório. "Acho saudável o debate ter vindo à tona. É um bom sinal", declarou o parlamentar. O desafio da regulação para os empresários é garantir que exista uma meta clara para os projetos públicos a partir de agora. "É preciso ter um norte. A gente está atrasado na busca deste norte. O importante é definir: nós estamos fazendo um plano nacional de banda larga para quê? Qual a finalidade?", desafiou Perrone.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=151710

Telefônica prepara banda larga pré-paga via rede Wi-Mesh

Marineide Marques
Meta da operadora é levar o Speedy para todos os municípios de sua área de cobertura até o final de 2010

Depois de um piloto na região do ABC, na Grande São Paulo, a Telefônica prepara o lançamento comercial do serviço de banda larga pré-paga, via rede Wi-Mesh. Segundo o presidente da companhia, Antonio Carlos Valente, os testes mostraram a viabilidade técnica da rede e econômica do modelo de negócios. “O lançamento comercial acontece no primeiro trimestre de 2010”, informou ele.

Segundo Valente, a rede Wi-Mesh é ideal para atender áreas com populações de menor renda por se tratar de uma tecnologia mais barata do que o ADSL ou a fibra. O detalhe importante, considerando que as classes A e B do Estado de São Paulo já estão bem servidas de banda larga. “Vamos agora para as classes C e D”, disse Valente, em apresentação de abertura do Futurecom na manhã desta quarta-feira, 14.

A meta da Telefônica é cobrir todos os municípios da sua área de cobertura no Estado de São Paulo até o final de 2010 com a oferta de banda larga. Serão 622 cidades, frente a 591 que dispõem do Speedy.

A qualidade no serviço de banda larga continua sendo o foco dos investimentos da empresa depois das panes que a obrigaram a suspender as vendas por dois meses. Retomada em 26 de agosto, a comercialização do Speedy vem sendo feita apenas de forma receptiva. “Ainda faltam alguns ajustes para retomarmos as vendas ativas e de pacotes”, informou Valente. Segundo ele, a Telefônica já recuperou os clientes que deixaram a base da operadora depois dos sucessivos problemas. Entre 26 de agosto e 13 de outubro foram registradas 111 mil novas adesões ao Speedy, com uma média de 2,3 mil pontos vendidos por mês. Do total, 80% pertencem à classe C. Valente assegura que a empresa vem reduzindo gradativamente o volume de reclamações juntos aos órgãos de defesa do consumidor e que a sua meta pessoal é operar com um quarto do volume de reclamações do concorrente, no caso a NET.


http://www.telecomonline.com.br/noticias/telefonica-prepara-banda-larga-pre-paga-via-rede-wi-mesh

Telefônica vai vender banda larga popular em SP

Por Fatima Fonseca
14 de outubro de 2009

A democratização do acesso à internet em banda larga foi defendida hoje pelo presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, em palestra na Futurecom. Uma das iniciativas da operadora para contribuir com a expansão do acesso para as classes C e D no Estado de São Paulo, sua área de concessão, será a oferta da Internet Popular, na modalidade pré-paga. O anúncio oficial será feito amanhã pela Telefônica e pelo governo do Estado de São Paulo. Para que o serviço tenha um preço menor, o governo abrirá mão da cobrança do ICMS (além de São Paulo, já aderiram ao convênio do Confaz que permite essa isenção, o Pará, o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal). Valente não deu detalhes do programa e não quis confirmar se o preço pelo serviço será de R$ 30, incluindo o modem. Essa mensalidade estava sendo questionada pelas operadoras, sob a alegação de que o preço não cobre o custo do equipamento.

Na apresentação, Valente citou estudos que mostram uma correlação entre o aumento da penetração da banda larga e o crescimento da economia dos países, e lembrou que a Anatel, quando apresentou o PGR (PLano Geral de Atualização da Regulamentação), informou que a expansão dos serviços de telecomunicações exige investimentos de R$ 250 bilhões para o período 2008-2018. “Se, no decorrer de 2008 e 2009 as operadoras investiram cerca de R$ 35 bilhões, temos R$ 215 bilhões remanescentes a partir de 2010 e devemos concentrar esse investimento em redes de banda larga”, defendeu.

Vendas Speedy: 50% classe C.


No período de 26 de agosto, quando foram retomadas as vendas do Speedy, até ontem, a Telefônica comercializou 111 mil pontos, superando a marca das vendas do serviço desde o seu lançamento. Segundo Valente, todas as vendas foram por demanda do usuário. “Neste momento de ajustes não estamos fazendo campanha para comercializar o Speedy”, comentou. O presidente da Telefônica informou ainda que 50% dos 111 mil pontos foram vendidos para usuários da classe C.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13410&Itemid=105

Telefônica testa Wi-Mesh para ampliar oferta de banda larga popular

Por Luana Aquino
14 de outubro de 2009

Com o aumento da dependência da conectividade de banda larga para as necessidades de conexões, o mercado de soluções sem-fio será impulsionado pelas soluções Wi-Mesh, acredita Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica, que defendeu hoje a expansão dos serviços de banda larga no Brasil para atender as classes sociais mais baixas. Segundo ele, a Telefônica está fazendo testes em São Paulo para avaliar a viabilidade técnica da solução Wi-Mesh. O modelo de negócio, no entanto, ainda não foi definido, mas a operadora pensa em lançar esse serviço também na modalidade pré-paga.

Os testes, segundo Valente, estão sendo realizados na região do ABC paulista. “Estamos trabalhando para disseminar os serviços (de banda larga) e viabilizar um modelo de negócio”, comentou o executivo, que fez palestra hoje na Futurecom. Os planos da Telefônica são de lançar o serviço, em Wi-Mesh no primeiro trimestre de 2010.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13414&Itemid=105

Lei do Bem para produtos de informática deverá ser prorrogada

Governo avalia, entretanto, se aumentará a contrapartida em investimentos em P&D

O governo deverá prorrogar os incentivos para o setor de informática previstos na Lei do Bem que venceriam no final do ano. A informação foi dada hoje pelo secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Cesar Gadelha. Segundo ele, há consenso de que ocorre um impacto positivo com esses benefícios e há necessidade de que a medida se prolongue. Ela prevê a isenção do PIS/Cofins para computadores.

Ele sugeriu, entretanto, que está sendo avaliado se o governo vai alterar o percentual de redução do compromisso da indústria, elevando a contrapartida de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para a indústria, essa decisão precisa ser rápida, com a tramitação em pouco tempo, para que não ocorra um vácuo ou insegurança jurídica em relação à validade do benefício.

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Roberto Santanna, defendeu até que os benefícios fiscais sejam estendidos para equipamentos que dão sustentação à oferta de conexão à internet em banda larga para a população. Eles participaram do seminário "Competitividade da Indústria Brasileira de Tecnologia da Informação: a necessidade de uma nova Política Industrial para o segmento de hardware”, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/lei-do-bem-para-produtos-de-informatica-devera-ser-prorrogada