Marineide Marques
Balanço do Teleco em parceria com a Huawei contabiliza 4 milhões de acessos, entre celulares e modems
A banda larga móvel está presente hoje em 11,3% dos municípios brasileiros, cobrindo 62% da população e contabilizando 4 milhões de acessos, entre celulares e modems para internet sem fio. Os dados integram o primeiro Balanço Huawei de Banda Larga Móvel, divulgado nesta quarta-feira, 2, pelo Teleco, responsável pelo levantamento dos dados patrocinado pela fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicações. Idealizado para acompanhar o crescimento da banda larga móvel no país, o trabalho deve ser atualizado trimestralmente e considera como terceira geração os acessos em WCDMA e EVDO.
Os dados indicam que ao longo do segundo trimestre, o número de aparelhos móveis com tecnologias de terceira geração ultrapassou o volume de modems: eram 2,1 milhões de aparelhos e 1,8 milhão de modems. Na avaliação de Eduardo Tude, consultor do Teleco, é possível que o número de aparelhos seja ainda maior, já que muitas operadoras só contabilizam como 3G os clientes que efetivamente contrataram um plano de dados.
O dados de cobertura apurados pelo Teleco indicam que São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados com maior porcentual de municípios com redes 3G. Nestes estados, somados ao Distrito Federal, a cobertura 3G chega a mais de 20% dos municípios, atendendo a mais de 70% da população. O Rio é o estado com melhor cobertura, que chega a 44,6% dos municípios.
A projeção do Teleco é de que a banda larga móvel deve ultrapassar a fixa no Brasil em 2011, ou dois anos depois da média mundial, considerando que em boa parte do mundo esse movimento começa a ser registrado este ano. O estudo calcula que o país terá 60 milhões de acessos de banda larga móvel em 2014, quando a base de celulares deve girar em torno de 230 milhões de linhas.
Segundo Tude, algumas barreiras ainda limitam a expansão do serviço no Brasil, a começar pelo preço dos aparelhos e pela baixa disponibilidade de planos pré-pagos. Apenas a TIM oferece um plano pré-pago para acesso via modem, enquanto a Vivo cobra por volume de dados dos clientes pré-pagos que acessarem a internet a partir de seus celulares. O estudo também faz um comparativo de preços entre os países da América Latina e da Europa, que mostra que o Brasil cobra valores acima da média dos demais, fortemente influenciado pela alta carga tributária. No país, o pacote de 500 MB custa em média R$ 76, comparado a R$ 58,50 no Chile e R$ 35,40 na Argentina. O Brasil também se difere na forma de cobrança: enquanto os demais países da América Latina cobram por volume de dados, no país prevalecem os planos ilimitados.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/banda-larga-movel-cobre-62-da-populacao-mas-preco-ainda-inibe-a-expansao